sábado, 19 de fevereiro de 2011

MANUAL DE DIETAS HOSPITALARES

Dietas líquidas: usada nas disfagias, desconforto gastro intestinal, dificuldade de mastigação e deglutição, pré e pós-operatório.

Dieta líquida restrita ou incompleta

Contém todos os alimentos de consistência líquida à temperatura ambiente, menos o leite.
Aplicada de 1 a 3 dias. Não atinge as necessidades calóricas.
Utilizada para poupar o uso do aparelho digestivo. Ex: pós-operatório.
Administrar várias refeições ao dia pelas poucas calorias da dieta.
Alimentos permitidos: água, gelo, chá, gelatina (de forma líquida), caldo de frutas secas coado e diluído, caldo de vegetais, caldo de carne desengordurado e caldo de cereais.


Dieta líquida completa ou total

Contém todos os alimentos da dieta líquida restrita, com inclusão do leite e alguns derivados, sopas liquidificadas e coadas e mucilagens.
Inclui-se alimentos à medida que a digestão vai se tornando completa. Muito usada depois de cirurgias.
É pobre em ferro e isenta em fibras.
Alimentos permitidos: leite, creme de leite, iogurte, requeijão, ovo, gordura, mel, maisena, farinha de aveia e arrozina.

Dieta leve: pré e pós-operatório e distúrbios gastrointestinais.

Tem consistência semi-líquida.
Em utilização prolongada pode ocorrer carência de nutrientes.
Alimentos permitidos: todos os alimentos da dieta líquida completa, incluindo cereais cozidos e massas, purê de vegetais, sorvete, pudins, manjar, açúcar, bebidas carbonadas, purê de carne e condimentos suaves.

Dietas sólidas

Dieta pastosa

Pode atingir as necessidades calóricas.
Têm a consistência abrandada pela cocção e processos mecânicos.
Cozinha-se todos os alimentos e são amassados ou liquidificados. Utilizada para pacientes com fraturas na mandíbula, cirurgias de boca, pneumonia, para casos em que o paciente possa se afogar.
Alimentos permitidos: todos os alimentos da dieta leve, incluindo tubérculos, leguminosas, arroz papa e biscoito de maisena.

Dieta branda

É a mais prescrita. Leve, de fácil aceitação, é constipante. Usada para repouso intestinal e no pós-operatório, reduz fibras.
É similar à dieta geral.
Constituída de alimentos macios, mas não moídos ou triturados.
Baixo teor de resíduos.
São evitadas as frituras e os condimentos fortes.
Alimentos que devem ser evitados: pães integrais e escuros, biscoito de trigo integral, panqueca, wafles, carne dura, carnes salgadas e defumadas, alimentos crus. É restrita em celulose e alimentos fermentáveis.

Dieta geral ou livre

Indicada para indivíduos sem restrições a qualquer nutriente.
Controlada em lipídeos saturados, colesterol, sódio e alimentos que possam causar distúrbios digestivos.

Dietas modificadas

Dietas com restrição de sal

São preparadas sem adição de sal e sem alimentos industrializados que contenham adição de sal em sua produção. Ex: embutidos, enlatados, conservas em geral, alimentos curados com sal e alimentos que contenham glutamato de sódio.

a)                  Dieta hipossódica

Quando se permite o acréscimo de NaCl de 2 gramas ao dia.

b)                 Dieta sem sal ou acloretada

Quando não se permite adição de NaCl.

Dieta hiperprotéica

Pode ser de qualquer consistência, acrescida de proteína principalmente de alto valor biológico.
Usada na desnutrição. No hospital é muito usada porque é muito comum a perda de proteínas. Cuidar para não prescrever dieta hiperprotéica hiperlipídica porque as proteínas de alto valor biológico são de origem animal.

Dieta hipercalórica

Pode ser de qualquer consistência, com aporte calórico aumentado.

Dieta hipercalórica hiperprotéica

Pode ser de qualquer consistência, com aporte calórico aumentado e acrescida de proteína.
Mais comum ser usada porque essa é a desnutrição mais comum.

Dieta rica em fibras

A finalidade da dieta consiste mais em aumentar a ingestão de fibra do que de alcançar um determinado nível da mesma.
Considera-se que a dieta rica em fibras contenha pelo menos 5 a 6 g de fibra crua (aproximadamente 20 a 30 g de fibra dietética).
Alimentos permitidos: aumento do consumo de líquidos, adição de farelos de cereais nos alimentos, grãos integrais, frutas secas como figo, uva e ameixa, aumento do consumo de verduras e frutas.

Dieta sem resíduos ou para diarréia

Indicada quando existe necessidade de controle do peristaltismo ou de certo repouso intestinal.

a)                  Branda sem resíduos

Apresenta as mesmas características da dieta branda, porém sem leite, e é restrita em alimentos crus.

b)                 Leve sem resíduos

Apresenta baixo teor calórico, é hiperglicídica, baixa em proteínas e lipídeos.
Possui consistência semilíquida, isenta de celulose e leite.

c)                  Líquida sem resíduos

Apresenta baixo teor de calórico, sem leite, possui consistência líquida.
Sem fibras e alimentos crus. Não deve ser usada por muito tempo.

d)                 Pastosa sem resíduos

Apresenta consistência abrandada pela cocção e processos mecânicos.
Possui alimentos moídos, liquidificados, em forma de purês e papas, sem leite e alimentos crus.

Dieta hipogordurosa ou hipolipídica

Pode ser prescrita com diferentes consistências, com baixo teor de gordura.
Alimentos evitados: gordura de adição, manteiga, margarina, óleo, azeite, alimentos ricos em gordura, frios , embutidos, queijo, abacate, frutas oleaginosas, carnes gordas em geral, gema de ovo, frituras e leite integral.

Dieta hipoprotéica

Baixo teor de proteína (40g). usada para pacientes graves (hepatopatas, renais).
Alimentos evitados: principalmente ricos em proteína de origem animal.

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